DE COMO TODOS OS TEXTOS SÃO MUITO MELHORES QUANDO ESTAMOS NA CAMA PENSANDO NELES E DO QUANTO A QUALIDADE DECLINA DE ACORDO COM QUE O NÚMERO DE PALAVRAS AUMENTA
começando pela letra a, a minha amiga me contou que um professor dela em a de agronomia exemplificava a curiosidade do gênero feminino usando uma vaca. eis pois que ele observava a vaca, que comia no cocho e quando ficava satisfeita ia pro outro lado do cercado, deitar na sombra. lá estava a vaca deitada, vaqueando-se, quando ele chegava no cocho e remexia a comida. só remexia, nem colocava mais nada no comedouro. e a vaca o quê? levantava pra ir ver o que estava acontecendo. no cocho, nada.
pra total desespero da minha amiga não havia nada lógico a se dizer para contrariar o experimento do professor; pois como já dizia o padre quevedo, os fatos pertencem à ciência.
do meu fascínio de ser o cientista, e não a vaca, resolvi que nada mais lá fora me interessa. é por isso que eu I, deixo o celular desligado, II, não atendo quando o interfone toca, III, não abro mais a porta quando toca a campainha, IV, faço um uso vago das ferramentas de comunicação instantânea oferecidas pela intrawebs, V, não deixo rastro.
então, para todos os leitores, stalkers, ligadores: não apareçam na minha casa sem antes me avisar. não se convidem para vir à minha casa. surpresas não me interessam. vocês também não.
(aí alguém pergunta: como fas te avisar se você não usa telefone, im, etc?; e eu pacientemente respondo: entendeu, agora?)